sábado, 13 de março de 2010

O batismo em Cristo Jesus

De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?

Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?


Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida। " (Romanos 6: 1 - 4)

É comum nos dias de hoje ouvirmos as pessoas tratarem do batismo com fogo (recebimento do dom de línguas) como o verdadeiro batismo tratado por Paulo nesse trecho acima citado como também para o trecho de Marcos 16। 15 e 16 -

"E disse-lhes: Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, quem, porém, não crê será condenado."


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enquanto não é disso que se trata. Para melhor compreender o que quero expôr tenho que primeiramente dar algumas breves explicações.
Primeiramente: O que é salvação? ou melhor Como se dá o processo de salvação?



Na Winkipédia encontramos a seguinte definição de salvação:



"A salvação é um termo que genericamente se refere à libertação de um estado ou condição indesejável. O conceito de salvação eterna, salvação celestial ou salvação espiritual faz referência à salvação da alma, pela qual a alma se livraria de uma ameaça eterna (castigo eterno ou condenação eterna) que esperaria depois da morte. Na teologia, o estudo da salvação se chama soteriologia e é um conceito vitalmente importante em várias religiões.
A palavra salvação, tem sua origem no grego sozo, transmitindo a idéia de cura, redenção, remédio e resgate; no latim salvare, que significa `salvar´, e também de `salus´, que significa ajuda ou saúde." (http://pt.wikipedia.org/wiki/Salva%C3%A7%C3%A3o)

Em outras palavras salvação é o ato de libertação ou resgate de nossa alma do castigo da condenação eterna. A obra da salvação foi realizada e consumada na morte e ressureição de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo sendo necessário que sigamos os seguinte passos pra que venhamos ser salvos:

1) Confessar a Jesus como salvador (Romanos 10.9a);
2) Crê em nosso coração que Deus o ressuscitou dos mortos (Romanos 10.9b)


O que significa confessar Jesus como salvador?

Significa declararmos ao mundo que reconhecemos que somos pecadores e que precisamos de perdão para os nossos pecados e que o único que pode perdoar nossos pecados é Jesus Cristo e que reconhecemos a Cristo como nosso Senhor e Salvador e que aceitamos a obra que Ele realizou na cruz para nos salvar.




E porque temos que crê em nosso coração que Deus o ressuscitou?

Se confessamos que Cristo é nosso Salvador, que só através dEle somos reconciliados com Deus é incondicional que também creiâmos que Deus o ressuscitou dos mortos, pois sem a ressureição de Cristo ao 3º dia a obra da salvação estaria incompleta.


A partir dessas explicações podemos passar a falar do batismo em Cristo Jesus que é confundido com o batismo de fogo. O termos batismo sifnifica, nesse contexto, uma metáfora para a morte para uma vida de pecados e a ressureição para uma vida reconciliada com Deus nosso Pai eterno e não o falar em línguas.

O batismo referido nas passagens citadas trata da mudança de vida após a aceitação de Cristo como salvador, pois ao aceitarmos Cristo como único meio/caminho eficaz para nossa reconciliação com Deus devemos morrer para nossa velha vida e ressuscitarmos para uma nova vida em Cristo e aceitarmos que o Espírito Santo de Deus trabalhe nosso caráter, nosso temperamento, nossa personalidade para que possamos nos tornar a imagem e semelhança de Cristo, afinal fomos feitos a imagem e semelhança de Deus e essa imagem foi distorcida logo após a queda do homem no Éden, e ao sermos reconciliados com Deus devemos permitir que o Espírito Santo faça a obra de trazer de volta a nitidez dessa imagem destruida para que possamos ser parecidos com nosso Pai celeste.

Sendo assim, não podemos confundir o batismo de fogo (o falar em línguas/ dom de línguas) com o batismo em Cristo que todos aqueles que um dia realmente confessaram a Cristo como salvador e senhor e decidiram morrer pro mundo e reviver em Cristo recebem, pelo simples fato que o batismo em Cristo é dado a todos aqueles que confessam e crêem, mas o dom de línguas ou batismo com fogo é dado a muitos , mas não a todos.
Tanto é que o verso
Marcos 16. 16 que fala sobre a salvação não diz que aquele que crê e for batizado com o batismo de fogo será salvo, mas sim que aquele que crê e for batizado (morrer pra o mundo e reviver em Cristo) será salvo.

Espero ter ajudado aqueles que lerem a refletir um pouco sobre o verdadeiro batismo.


Fiquem na paz de Deus.


Ainoan Rocha.

terça-feira, 2 de março de 2010

Aspectos que devemos saber sobre o processo da tentação - um pequeno apanhado do clássico de Jonh Owen " A mortificação do Pecado".

A tentação ainda continua sendo um tabú para muitos cristãos. Falo na questão de seu processo e até no nosso conhecimento sobre tal.
Considero que nós, como cristãos, sabemos muito pouco sobre tal processo e ainda o pouco que sabemos considero um conhecimento muito superficial.
Sendo assim tenho o obejtivo de fazer um pequeno apanhado do clássico de Jonh Owen "A mortificação do pecado", para nosso melhor e maior compreensão de tal assunto. Nosso objetivo não é fechar a questão, pois se assim o fosse com certeza seríaos frustrados.
A tentação se define por : ato ou efeito de tentar, desejo veemente, provocação.
Sabemos que a tentação atua em diversos aspectos, mas nos ateremos apenas no poder que a tentação tem de obscurecer nossa mente.
Muitas vezes sabemos que a tentação vem de forma muito forte e não sabemos o pôrque. Na verdade existem dois poderes em ação quando somos tentados. O poder da tentação - que atua de fora pra dentro - e o outro é o desejo pecaminoso do coração.
No ato da tentação esses dois poderes se unem fazendo com que se torne muito difícil resistir, pois um fortalece o outro.

Nós como seres caídos temos desejos pecaminosos e esses desejos se fortalecem quando a tentação exterior surgi. Isso explica o pôrque de antes um pecado ser considerado abominável e depois nos acostumarmos e não acharmos tão abominável assim. Por exemplo, a ruptura de um casamento cristão por adultério. Quando se casaram esperavam genuinamente permanecer fiéis, mas o que aconteceu? O poder da tentação fortalece o desejo pecaminoso pelo adultério, mas isso não ocorre de uma hora pra outra. Vou explicar.
Muitas vezes o processo ocorre da seguinte maneira: depois de alguns anos de vida matrimonial, um dos dois experimenta a tentação pra ser infiel. Esta primeira tentação encontra guarida porque apela paraum desejo pecaminoso que já existe no coração.
Às vezes a primeira tentação é resistida, porém ela conseguiu entrar na alma e começa sua obra de fortalecer o desejo pecaminoso, e a tentação alimenta esse desejo de diversas maneiras. Sendo assim, o desejo cresce e disso resulta que a própria tentação aumenta sua força. Depois de um tempo o desejo pecaminoso tem se tornado tão forte que só necessita de uma tentação que lhe propicie a ocasião adequada para que o pecado seja cometido /consumado.
Continuarei explicando através do exemplo anterior do casal.
Quando a primeira tentação para ser infiel vem a um cristão, sua razão lhe diz que esta tentação precisa ser resistida (que não deve ceder a ela). Uma vez, porém, a tentação entrando em sua alma, ela agirá na razão também.
A razão deveria ser governada pela cosciência e se opor a tentação. Contudo, acontece que ela se torna governada pelo desejo e favorece a tentação. À medida que o desejo pecaminoso fica mais forte, ele irá, de um jeito ou de outro, apoderar-se de toda alma.
Tendo a tentaçã entrado na alma, aos poucos a razão vai agindo a favor da tentação. Dentro de pouco tempo a razão, que previamente não podia contemplar esse pecado, começa lentamente a pensar no prazer que o pecado trará.
Passo à passo a razão é induzida para afungentar o temor e o medo do pecado. Finalmente, ela estará incentivando e justificando o próprio pecado que antes não podia se quer contemplar.
É amedrontador considerar o poder da tentação em perverter o uso da razão com vistas aos seus fins iníquos.
Aqui terminamos nossa pequena abordagem. De houver interesse por parte dos leitores para que coloquemos como vencer essas coisas é só pedir e posteriormente responderemos.


Daniel Correia, Recife, 04/03/2010 10h13min