terça-feira, 21 de maio de 2013

Geração de olhos secos



Nesta oitava breve reflexão te convido a juntos meditarmos sobre um aspecto da nossa geração, que de uma forma sutil se deixou envolver por antigos clichês e que sem notar acabou se tornando uma geração de olhos secos.

Quando falo de olhos secos estou me referindo justamente a falta de uma das marcas que caracterizam os seguidores de Cristo. Se observarmos algumas histórias bíblicas e até um tempo atrás, veremos gerações que molhavam a camisa, os bancos das igrejas e os travesseiros em casa com lágrimas. Lágrimas por sentir o Senhor Jesus, lágrimas em aceitá-lo de coração, lágrimas nas perseguições e tribulações da época, lágrimas pelo reconhecimento de tão maravilhosa graça de Deus, lágrimas pelo perdão de pecados.

As gerações passadas por muito viram a morte de perto, sofriam perseguições, atentados e anda assim estavam a molhar suas gerações com lágrimas de alegria e amor de Deus. Como se pode encontrar forças e alegria ante a tamanha perseguição? Como pôde haver pessoas que molhavam os olhos de tanto amor e doação a Deus em ambientes absolutamente hostis? Essas são boas perguntas para nossa geração.

Chamo sem medo algum de errar nossa geração de geração de olhos secos. Existe uma escassez de olhos molhados justamente pela espiritualidade defeituosa e pelo distanciamento emocional de Cristo.

Temos hoje maiores motivos para sermos uma geração de olhos molhados haja vista não sofrermos perseguições como antigamente, por termos uma “igreja respeitada”, pelo livre comércio da bíblia, pela grande aceitação do evangelho em nossa cultura. E o que somos? Ou melhor, em que nos tornamos? Nos tornamos uma geração que havendo grandes motivos para sermos um marco de olhos molhados em nossa geração, ainda assim somos uma geração de olhos  secos, e ainda pior nossa geração se caracteriza pelos secos exatamente porque acha que não tem motivos para chorar hoje. Uma boa pergunta é: Não há motivos para sermos uma geração de olhos molhados ou é a nossa geração quem não vê esses motivos?

Qual foi a última vez que você verdadeiramente se derramou um lágrimas simplesmente por gratidão a Deus pela sua vida? Quando foi a última vez que você viu seu irmão chorar por estar grato a Deus pela família? Ou porque Deus mandou chuva ante a tanta sequidão?

Quero te confessar uma coisa antes de continuar com a abordagem. Antes de escrever sobre esse assunto tive de olhar para dentro de mim mesmo e sabe o que percebi? Percebi que eu mesmo sou, talvez, o maior representante dessa geração de olhos secos, e isso não é autocomiseração de minha parte, Deus sabe o quanto estou sendo sincero, mas o que me motivou a escrever sobre esse assunto se eu mesmo estou em falta? Não sei te responder exatamente, mas sinto inspiração para escrever, isso é o que me motivou a tal. Mas, voltemos ao assunto.

Será que um dia de chuva é motivo suficiente para eu chorar de gratidão? Ou um dia de sol também é? Será que ouvir um amigo dizer que gosta de você não te dá alegria suficiente para pensares em como Deus é maravilhoso? Será que um encontro com amigos é tão sem graça que não passa de um encontro?

Bom, parece que as gerações passadas viam essas coisas com olhos molhados, parece que tudo isso faria muito mais sentido do que hoje.
Parece-me que nossa geração se mecanizou de tal forma que molhar os olhos representa um perigo. Parece que nos mecanizamos tanto em nossos relacionamentos com o próximo e com Deus que qualquer vestígio de lágrima pode  enferrujar todo o corpo e se enferrujar todos vão notar. Sade de uma coisa? Eu nunca desejei ser notado por todos por estar enferrujado como agora.

Nossa geração precisa de grandes motivos para molhar os olhos, grandes acontecimentos, grandes shows, grandes viagens e tantos outros grandes.
Sabe o que desejo hoje? Desejo ser como uma criança que vê motivos em tudo para fazer festa. Sou hoje uma pessoa de olhos secos numa geração de olhos secos, mas com o desejo der ser uma pessoa de olhos molhados numa geração de olhos secos.

Redescobrir a graça, a beleza, os sentimentos, as maravilhas que há nas coisas simples e deixar-se envolver por elas é o desafio nosso de cada dia.
Termino nossa breve reflexão com o desejo de que juntos busquemos o maravilhamento que as gerações anteriores viviam. Desejando que juntos sejamos olhados como pessoas simples que buscam e encontram prazer em simplicidade das coisas.

Paz de Cristo.


Autoria: Daniel Correia

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Louvar a Deus em tudo.



       







      Ontem a noite estava lendo a passagem de Atos 16 e ao ler os versos 25 e 26 logo me chegou ao coração algo muito forte que me fez refletir. Quem conhece essa passagem a conhece pelas reflexões sobre o poder de Deus em abrir o cárcere para libertar seus servos. Contudo dessa vez ao ler me veio uma reflexão sobre o louvor  que Paulo e Silas tiverem disposição para dar a Deus apesar de estarem presos injustamente, depois de terem sido acoitados e presos.

         Acredito e tenho meus motivos para isso que os outros presos deviam pensar que eles eram loucos, pois tinham acabado de ser presos injustamente, tinham sido acoitados e levados ao cárcere interior e estavam com pés presos. Acredito até que alguns deviam achar que os acoites tinham sido tão fortes a ponto de deixá-los desnorteados a ponto de cantar.

           Deixando um pouco de lado a primeira coisa que chama atenção no verso 26 que é o poder de Deus se utilizando de um terremoto para abrir as cadeias e as portas que os prendiam, volto os meus olhos para outro ponto. A bíblia diz que a um coração quebrantado Deus não rejeitará. E é isso que vemos, pois Deus não se utilizou do terremoto apenas pra mostrar que tem poder para fazê-lo, e não só para libertar a Paulo e Silas. Digo isso porque no final do verso 26 diz “e soltaram-se as cadeias de todos”. Sei que aqui se refere as cadeias físicas, mas a reflexão que me veio foi: será que a maneira que louvo a Deus, seja pelas músicas que canto, pelas vestes que uso, pela forma que ando, pelos gestos que tenho, pelos meus comportamentos, pelo meu caráter e tudo mais são capazes de mostrar que realmente sou liberto e levar a outros a liberdade? Não uma liberdade qualquer. Não uma liberdade de ir e vir pra onde quiser, na hora que me der vontade, mas uma liberdade que foi paga por Cristo na cruz.

          Será que posso ser chamada de cristã ou discípula de Cristo pela forma que o tenho louvado?  Será que o louvor que sai de mim em todos os momentos e de formas variadas tem tido o “poder” de tocar corações e refletir a imagem do Deus único e imortal que ama o pecador e aborrece o pecado? Será que esse louvor pode tocar os corações e fazer com que as outras pessoas sintam a paz e o refrigério que só a presença de Deus em nossas vidas pode trazer?
Fica aqui a reflexão. Isso sempre me incomodou se o que faço, penso, uso, demonstro com tudo que pratico pode ser testemunho vivo do Deus eterno que deu seu filho Jesus pra me salvar.

             E você já parou pra pensar nisso alguma vez na sua vida? Será que o louvo que você oferta todos os dias a Deus com quem você é e tudo que isso representa e faz pode ser usado por Deus para libertar outras pessoas?


Que Deus abençoe a todos.