terça-feira, 2 de março de 2010

Aspectos que devemos saber sobre o processo da tentação - um pequeno apanhado do clássico de Jonh Owen " A mortificação do Pecado".

A tentação ainda continua sendo um tabú para muitos cristãos. Falo na questão de seu processo e até no nosso conhecimento sobre tal.
Considero que nós, como cristãos, sabemos muito pouco sobre tal processo e ainda o pouco que sabemos considero um conhecimento muito superficial.
Sendo assim tenho o obejtivo de fazer um pequeno apanhado do clássico de Jonh Owen "A mortificação do pecado", para nosso melhor e maior compreensão de tal assunto. Nosso objetivo não é fechar a questão, pois se assim o fosse com certeza seríaos frustrados.
A tentação se define por : ato ou efeito de tentar, desejo veemente, provocação.
Sabemos que a tentação atua em diversos aspectos, mas nos ateremos apenas no poder que a tentação tem de obscurecer nossa mente.
Muitas vezes sabemos que a tentação vem de forma muito forte e não sabemos o pôrque. Na verdade existem dois poderes em ação quando somos tentados. O poder da tentação - que atua de fora pra dentro - e o outro é o desejo pecaminoso do coração.
No ato da tentação esses dois poderes se unem fazendo com que se torne muito difícil resistir, pois um fortalece o outro.

Nós como seres caídos temos desejos pecaminosos e esses desejos se fortalecem quando a tentação exterior surgi. Isso explica o pôrque de antes um pecado ser considerado abominável e depois nos acostumarmos e não acharmos tão abominável assim. Por exemplo, a ruptura de um casamento cristão por adultério. Quando se casaram esperavam genuinamente permanecer fiéis, mas o que aconteceu? O poder da tentação fortalece o desejo pecaminoso pelo adultério, mas isso não ocorre de uma hora pra outra. Vou explicar.
Muitas vezes o processo ocorre da seguinte maneira: depois de alguns anos de vida matrimonial, um dos dois experimenta a tentação pra ser infiel. Esta primeira tentação encontra guarida porque apela paraum desejo pecaminoso que já existe no coração.
Às vezes a primeira tentação é resistida, porém ela conseguiu entrar na alma e começa sua obra de fortalecer o desejo pecaminoso, e a tentação alimenta esse desejo de diversas maneiras. Sendo assim, o desejo cresce e disso resulta que a própria tentação aumenta sua força. Depois de um tempo o desejo pecaminoso tem se tornado tão forte que só necessita de uma tentação que lhe propicie a ocasião adequada para que o pecado seja cometido /consumado.
Continuarei explicando através do exemplo anterior do casal.
Quando a primeira tentação para ser infiel vem a um cristão, sua razão lhe diz que esta tentação precisa ser resistida (que não deve ceder a ela). Uma vez, porém, a tentação entrando em sua alma, ela agirá na razão também.
A razão deveria ser governada pela cosciência e se opor a tentação. Contudo, acontece que ela se torna governada pelo desejo e favorece a tentação. À medida que o desejo pecaminoso fica mais forte, ele irá, de um jeito ou de outro, apoderar-se de toda alma.
Tendo a tentaçã entrado na alma, aos poucos a razão vai agindo a favor da tentação. Dentro de pouco tempo a razão, que previamente não podia contemplar esse pecado, começa lentamente a pensar no prazer que o pecado trará.
Passo à passo a razão é induzida para afungentar o temor e o medo do pecado. Finalmente, ela estará incentivando e justificando o próprio pecado que antes não podia se quer contemplar.
É amedrontador considerar o poder da tentação em perverter o uso da razão com vistas aos seus fins iníquos.
Aqui terminamos nossa pequena abordagem. De houver interesse por parte dos leitores para que coloquemos como vencer essas coisas é só pedir e posteriormente responderemos.


Daniel Correia, Recife, 04/03/2010 10h13min

3 comentários:

  1. Oi amado, sou adilson Lucas. É verdade, temos que alimentar a nossas alma com a palavra de Deus, para que o nosso espirito fique fortalecido, só assim a nossa carne será dominada, fica na benção,,pois abençoado já és.

    ResponderExcluir
  2. Concordo irmão Adilson e complemento. Não só devemos alimentar a nossa alma, mas devemos conhecer as estratégias de nosso inimigo pra que possamos nos previnir e poder vencê-las quando preciso.



    fiquem na paz

    ResponderExcluir
  3. COMO PURIFICARÁ O JOVEM O SEU CAMINHO? Observando-o coforme a tua palavra. (Sl 119.9)

    Como poderá o crente levar uma vida santa, resistindo as influências pecaminosas que caracterizam o meio ambiente ímpio em que vivemos?

    Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. (Rm 7.19)

    Não veio sobre vós tentação, se não humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar. (1Co 10.13)

    Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante? De modo nenhum! Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?(Rm 6.1,2).

    Tenho interesse em aprender sobre como vencer a dita cuja. AMÉM! Muzias.

    ResponderExcluir