quinta-feira, 1 de julho de 2010

Conquistas mal conquistadas



No mundo em que vivemos as conquistas são medidas pelo sucesso, pelas riquezas e poder. Na escola da vida aprendemos que devemos “ganhar e não perder”, que devemos tirar vantagem, dá um jeitinho e até pisar nos outros para que possamos ser bem sucedidos.


A busca pelo sucesso, dinheiro e poder nasce do desejo de “não sofrer”, de “estar seguro”, mas na escola de Deus é diferente. O rei Salomão, autor do livro de Eclesiastes, foi o homem mais bem sucedido, rico e poderoso que qualquer outro ser humano, pois ele seguia a orientação de Deus em tudo.


Seu reino foi próspero e sua fama correu o mundo todo, mas quando se envolveu com reis pagãos e seu coração se desviou por causa das mulheres ele fracassou espiritualmente. Continuou a ter sucesso, riquezas e poder, mas sem Deus suas conquistas se tornaram vazias.


Eclesiastes 4: 4-16 fala sobre estas 3 conquistas “debaixo do sol” e nos adverte que debaixo do sol não há nenhum proveito, por isso devemos olhar “acima do sol”. Nenhum sucesso, nem todo o dinheiro podem preencher o vazio que o homem sente sem Deus.


Salomão nos ensina que nenhuma conquista compensa o fracasso espiritual!



Conquistas terrenas “debaixo do sol”


Um sábio homem disse um dia: “As pessoas mais frustradas do mundo são as que querem tudo e não tem nada, e aquelas que querem tudo e conseguem tudo”. A vida sem Deus é insignificante e incerta e suas conquistas são vazias.


· O trabalho que não serve (Eclesiastes 4:4-6)


O trabalho sem Deus é como carregar um fardo inútil, pois quem trabalha, acorda cedo e dorme tarde, trabalha para ter, sendo que deste mundo nada se pode levar (Timóteo 6:6-8)


· As riquezas que não tem valor (Eclesiastes 4:7-12)


As riquezas sem Deus não compram a felicidade e o contentamento, pois quanto mais se tem mais se deseja ter. E quanto mais nós acumulamos maior o vazio que sentimos (Mateus 6: 20)


· O poder que não protege (Eclesiastes 4: 13-16)


O poder sem Deus é uma vantagem temporária, uma conquista vazia, pois quanto mais poder mais inimigos se tem. O poder não garante a paz e a segurança, pois acima de todo homem explorador há outro que o explora também. (Marcos 8: 36)


Conquistas eternas “acima do sol”



· O contentamento é mais importante que o sucesso


A nossa não é ser abençoado, é ser fiel. Aquele que vive “debaixo do sol” sempre quer mais do lhe é dado, por isso vive para trabalhar, mas viver “acima do sol” significa trabalhar para viver, buscar a Deus em primeiro lugar e então “estas cousas vos serão acrescentadas” (Mateus6: 33). Quando temos contentamento (gratidão por aquilo que o Senhor nos deu), toda perda se transforma em ganho e toda fraqueza, em possibilidade de fé.


· A comunhão é mais importante do que as riquezas


Eclesiastes 4: 9-12 nos ensina que calor, consolo, segurança e proteção são frutos da comunhão. Aquele que vive “debaixo do sol” vive para competir, para “ter mais” do que os outros, mas estas riquezas não enriquecem de verdade, apenas trazem solidão e insatisfação. Quando se está “acima do sol” não significa que não podemos ter coisas, mas significa que as coisas não nos possuem. Quando se vive “acima do sol” se tem para cooperar e não para competir.


· A integridade é mais importante do que o poder


Aquele que vive “debaixo do sol” vive preocupado com sua imagem e reputação, mas quem teme ao Senhor vive “acima do sol”, vive o que é verdadeiro, real e eterno. Quem vive “acima do sol” teme ao Senhor para não temer mais a nada e a ninguém.


Deus tem valores diferentes para medir o sucesso de uma pessoa. Ele nos mede não pelo que realizamos, mas pelo que desejamos. Não nos julga pelo que temos nas mãos, mas pelo que temos no coração. Muitos que são considerados os primeiros pelos homens, na realidade são os últimos são, na verdade os primeiros pelos padrões divinos (Mateus 20: 16).


No final da sua vida Salomão se recuperou e nos deixou um conselho: “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dia, e cheguem os anos dos quais dirás: não tenho neles prazer.” (Eclesiastes 12: 1)


O tédio provocado pela rotina da vida não pode satisfazer o coração do homem. Acreditar que a chave da felicidade é o sucesso, as riquezas ou o poder, pode nos levar a pagar um preço muito alto. Cedo ou tarde percebemos que a vida não se resume a conquistar coisas, mas a alcançar valores que permanecem eternamente.


· A diferença entre obedecer e não obedecer é apenas uma decisão. NENHUMA CONQUISTA COMPENSA O FRACASSO ESPIRITUAL.


Para pensar:


Conta-se a história sobre um homem que tentou, com grande esforço físico, adquirir extensa área de terra por preço baixo. Não conseguiu cumpri as condições estipuladas pelo vendedor, chegando a morrer antes de conseguir adquirir a extensão do terreno que desejara.


Um amigo o sepultou num pequeno pedaço de dois metros de terra.


Tolstoi chega a seguinte conclusão: “Quanta terra um homem realmente precisa?” E a resposta é: dois metros.


· Quanto nós precisamos para ficar felizes e realizados?


Se você não é feliz com o eu Deus lhe deu até hoje, então você nunca será feliz com tudo o que conseguir ter.


O segredo do contentamento é a gratidão. Quanto nós precisamos para ser felizes e realizados? Dentro do plano de Deus seremos felizes com aquilo que temos hoje e com o que Ele nos dará amanhã!


( Estudos no livro de Eclesiastes – Luiz Alberto Dias Arguiello)

Recife, 01 /07/ 2010 Moisés Silva

2 comentários:

  1. MUITO BOM POREM É BEM ATIPICO PARA OS SERMÔES DE HOJE EM DIA, SERMÔES CHEIOS DE TRIUNFALISMO ANTIBIBLICO E DE EXPERIENCIALISMO QUE DISTORCEM AS VERDADES DAS ESCRITURAS. ECLESIASTES É UM TRIBUTO AO NÂO TRIUNFALISMO FALIDO E QUE ENFADA DEVIDO A INVERDADE DA REALIDADE VIVIA HOJE.

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  2. Em outras palavras hoje se medem as pessoas pelo que elas têm e não pelo que são. É valorizado o que se aparenta ser pelo que se tem. Infelizmente isso entrou até na igreja. Isso é cumprimento da palavra. Devemos vigiar pra não entrarmos nos mesmos caminhos

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