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Atendendo ao pedido de nosso querido amigo e irmão Jonas, estaremos aqui falando um pouco sobre a questão da dança e suas implicações no meio evangélico atualmente.
Por dança entende - se movimentos feitos pelo corpo ou por partes dele como em coreografia ensaiada em certos ritmos.
A dança está diretamente ligada a manifestação corpórea, seja para louvor, protesto ou mesmo para a atração física, assim sendo, dançar pode ter diversos objetivos específicos, porém nos deteremos na questão da dança evangélica se assim apodemos chamar.
A dança como manifestação cultural esteve presente desde sempre nas sociedades, mas nem sempre recebeu este nome. Em diversos povos da antiguidade a dança fazia parte de seus rituais religiosos como, por exemplo, dos povos egípcio, babilônico e outros.
Em Israel havia dança em manifestação de adoração. A dança fazia parte da adoração a deus, advindo disso algumas religiões e igrejas celebrarem festas que em Israel eram celebradas como a festa de pentecostes e a festa do tabernáculo e outras mais e nestas celebrações a dança faz parte da liturgia de adoração a Deus e não há absolutamente nada demais nisso, pois não traz escândalo, nem existe a banalização da dança como forma de adoração a Deus.
Por exemplo, se uma tribo indígena se convertesse a Cristo, é bem provável e aceitável que uma das formas que eles vão ter para adorar a Deus seja a dança, pois isso faz parte da cultura deles e será uma manifestação corporal de adoração a Deus.
Não é de se assustar que hoje estejamos vendo algumas danças que, na verdade, estão mais para satisfação carnal do que para adoração a Deus. São danças que não transmitem absolutamente nada de adoração a Deus.
Consideraremos dois movimentos, ou melhor, dois grandes movimentos de “esclarecimento” e “liberalismo”, que tiveram ou agiram diretamente em praticamente tudo, e logicamente, a dança não escapou a eles. Estou falando do iluminismo e bem depois o liberalismo teológico. Ambos os movimentos trouxeram mudanças radicais e na questão da dança essas mudanças foram trágicas. Houve uma troca de valores e princípios “onde a dança poderia ser feita de toda forma e de qualquer jeito, haja vista, Deus ter criado tudo e ser louvado através de todas as coisas, inclusive de qualquer forma de dança”. Esse pensamento deu vazão a grotescas formas de danças e a terríveis interpretações de como adorar a Deus.
Como resultado disso ritmos e danças que em nossa cultura não são sinônimo de louvor e que estão ligados a depravação e promiscuidade tomaram formas ditas “evangélicas”.
Não me refiro a igrejas que mantém tradições de adorar a Deus através de danças e coreografias, que sempre houve, mas sim aqueles novos movimentos advindos dos dois grandes movimentos que citei que escandalizam e tentam transformar a Deus num grande palhaço o desrespeitando e afrontando.
As manifestações de adoração a Deus agora se traduzem de toda forma, não há se faça que não seja adoração a Ele. Se danço de forma sensual ou imoral nisso Deus é louvado, o que importa é extravasar, é se sentir bem, é estar atualizado com o mundo.
Pensamento assim são destrutivos para o evangelho puro e santo de Deus!!!!
Observem a dança sempre foi manifestação de adoração a Deus, porém desde que siga os princípios bíblicos de ordem e decência, desde que Deus seja o centro motivador e não o “eu”. Desde que não fira de forma alguma a moral do evangelho, nem a moral de qualquer pessoa. Isso é fundamental para uma adoração autêntica.
Espero ter ajudado tanto ao querido Jonas, quanto a todos os leitores. Havendo interesse podem sugerir temas.
Paz de Cristo.
Celebrai com júbilo ao SENHOR, todos os moradores da terra. Salmos 100:1
ResponderExcluirLouvem o seu nome com danças; cantem-lhe o seu louvor com tamborim e harpa. Salmos 149:3
Muito bom! Eu não conhecia tão a fundo a respeito da dança na igreja. Acredito que muita coisa encontra-se na Bíblia, porem, necessita de uma boa interpretação, objetivando não confundir os que às executam. Amém!