domingo, 28 de novembro de 2010

Uma pequena reflexão parte 4 - Espiritualidade



Nesta quarta parte de uma breve reflexão quero te levar para juntos refletirmos um pouco sobre um tema que já foi exaustivamente estudado por muito, mas que parece se encontrar em crise na atualidade, como sempre digo, não tenho a pretensão de ter ou dar a última palavra quanto ao assunto, e também não se trata de uma nova revelação, quero apenas que reflitas comigo alguns aspectos do assunto que tem por nome ESPIRITUALIDADE.
Chamo de espiritualidade nosso interior, aquilo que me faz buscar a Deus, aquilo que tenho dentro de mim que me faz vislumbrar nuanças de um Deus que jamais minha consciência o compreenderá por completo. Chamo espiritualidade o nosso estado de espírito diante de Deus, aquele anseio ou repulsa de Deus.
Não há forma de separar nossa vivência material com a situação espiritual haja vista em dado momento uma ser resultado da outra e visse-versa. Quando falo que nossa espiritualidade está em crise, falo que em sua maior parte é o resultado direto de uma vida cristã em crise, ou na pior das hipóteses um cristianismo em crise advindo disso uma espiritualidade em crise, mas vamos por partes.
Não há possibilidade de haver uma espiritualidade sadia se a vivência cristã não se coaduna com o evangelho sadio.
Nossa espiritualidade tem sofrido uma série de ataques, estamos entrando em crise com nós mesmos devido a contaminação espiritual que o evangelismo está sofrendo, existe uma incompatibilidade daquilo que estamos vendo acontecer e do que de fato a bíblia fala.
Aos poucos estamos afastando nossa espiritualidade de Deus, e com isso não escapamos de uma terrível crise, sem perceber acabamos nos moldando aquilo que acaba nos contaminando.
Começamos nossa caminhada bem próximos de Deus e isso é maravilhoso, porém com o tempo nos acostumamos aos modismos que pregam um evangelho de interesses e absoluto bem estar. Daí consciente ou inconscientemente transferimos esses modismos para nossa espiritualidade. Transformando a nossa espiritualidade numa espiritualidade interesseira. Passamos a buscar de forma interesseira as bênçãos materiais e “espirituais” de um Deus diferente daquele do início de nossa fé, mas de um Deus que deve se submeter aos meus caprichos e interesses.
Assim sendo com uma espiritualidade interesseira não há como evitar que, aos poucos, ela vá se transformando numa espiritualidade egocêntrica, e isso ocorre de tal forma que eu não aceito mais um Deus que não responde minhas orações, nem falar comigo da forma que eu quero, e de forma automática nos vemos procurando pecados ou maldições em nós que justifique a não resposta de Deus aos nossos apelos interesseiros, como se o simples fato de pedir já fosse o suficiente para Deus fazer o que eu quero, ou seja, nessa espiritualidade Deus é o ator coadjuvante e eu sou o ator principal, na espiritualidade egocêntrica Deus se transforma num simples fantoche, ou seja minha espiritualidade adoeceu e eu se quer percebi.
Mas a tragédia dessa espiritualidade defeituosa não acaba por ai, ao se tornar interesseira e depois egocêntrica o próximo passo é ela se tornar agressiva, quando a espiritualidade se torna agressiva é quando estou mais perto de e revoltar com Deus.
Eu passo a culpá-lo por todas as minhas expectativas frustradas e isso é a maior prova de que minha espiritualidade se afastou do ponto de equilíbrio que a sustentará firme, Deus.
Espiritualidade egocêntrica é prova de que Deus deixou de ser seu centro e as coisas tomaram seu lugar.
Espiritualidade agressiva é prova de que Deus deixou de ser seu centro e o diabo tomou seu lugar.
E agora??? Tudo está perdido??? Minha resposta é NÃO. Nada está perdido desde que voltemos à fonte sadia de nossa espiritualidade que é Deus. Que jamais nos deixemos afastar daquele de quem nossa espiritualidade depende para permanecer sadia. Somente em Deus e em mais nada nossa espiritualidade deve ser baseada para estar firme, Firme para suportar os vendavais que querem sucumbir a espiritualidade sadia.
Oro para tenhamos sensibilidade suficiente para perceber quando a contaminação espiritual começar a adoecer nossa espiritualidade. Termino nossa breve reflexão com o desejo de que nunca percamos o alvo de toda base espiritual autêntica que é Deus.
Paz de Cristo.

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